Arte Ritual no Vale Do Capão

O Bilú Atelier surgiu em Montevidéu (Uruguai) no mês de agosto de 1993 como ateliê Nalú . Seus fundadores Vanina Franzoni e Mauro Aguirre migraram para ao Brasil em 2001, e com eles o ateliê.

Show de Enarmonia na Bilú

Acontecéu na Bilú Atelier/ Galeria no passado 10 de Janeiro.

A Cerâmica Bilú

O processo de pesquiza nas técnicas cerâmicas no Bilú Atelier tem producido uma cerâmica original, no sentido que o Arquiteto Antonio Gaudí dava a esta palavra: ”Ser original é voltar as origens”.

Trilhas ao Luar

A exposição “Trilhas ao Luar” parte de um entendimento da arte contemporânea como meio de prospecção de valores pretéritos e como sedimentação de símbolos e arquétipos que acompanham a evolução da cultura brasileira

Desenhos em Nanking (Mauro)

Ofertas da Bilú: Estes desenhos em Nanking estão à venda na Bilú. Os preços que aparecerão aqui são com pagamento de frete em destino(fob).

segunda-feira, 31 de março de 2014

Reforma e Restauração de casas de adobe (1)

Reforma e Restauração da antiga casa dos Brancos, atual Bilú Galeria.Ano de 2010.(Vol. 1)











Bio Mauro Aguirre



Mauro modelando o Mahakala.

Nome: Mauricio Aguirre Garcia

Nascimento: 8 de setembro de 1970.

Local: Montevidéu – Uruguai

Artista plástico de formação AUTODIDATA.

1986 – Ingressa na Escola Nacional de Belas Artes em Montevidéu.

1988 – Edição de revistas “underground” culturais e de GB.

Integraçao na revista “SMOG” de G.B. e desenho.

Exposição coletiva “Lá Cultura es un Chiste” junto a um grande coletivo de desenhistas uruguaios de G.B. de tudos os tempos, organizada pelo Ministerio da Cultura de Uruguai.

1990 – Exposição coletiva junto a Lauro Wilkins ,Gustavo Martinez, Alvaro Moure, Gustavo Tabárez e Sergio Milans no Complexo Habitacional José Pedro Varela-Montevideu –Uruguai.

1993 – Fundação do Atelier “Nalú” junto a Vanina Franzoni,criando uma línea cerâmica de artesanato fino, produzindo e comercializando. Começa pesquisa sobre técnicas cerâmicas arcaicas em acervos arqueológicos e materiais etnográficos das culturas de língua Jê e Arawac em Uruguai, e estudos comparativos com a cerâmica de outras culturas arcaicas do mundo.

1996 – Ingressa na Feira Artesanal de Punta del Este, em seleção por júri técnico, com a mayor pontuação. 

1997- Participação nos seminários anuais de metodologia pedagógica Lúdico-Criativa com o professor Raimundo Dinello. - Participação na Mostra de Teatro Jovem organizada pela prefeitura de Montevidéu, como co-produtor, co-escenografista e desenho de iluminação da obra “Maria:um beijo para construir un sonho”(1º premio)

1999 – Criam junto a Natalia Gonzalez e Vanina Franzoni,o Atelier “Nalú-Bilú” como continuação do processo anterior

2000- Atividade docente comprendiendo a expressão plástica, a expressão corporal, o teatro, a acrobacia, no Atelier “Nalú-Bilú”

2001- Exposição junto a Vanina Franzoni na “Casa de Chela”(Casa de Cultura Autogestionada),Montevidéu/Uruguai

2002 _ Migração desde Uruguai para a Chapada Diamantina/BA. 

Dedica os próximos tres anos ao trabalho da terra e inserção no novo eco-entorno.

2005 – Reinicio das atividades do Atelier,agora “Bilú Atelier” na Chapada Diamantina,Bahia,Brasil. Criação de uma linha de abajures artesanais(Abajur “Uaná”),produção e comercialização. 2006 (Janeiro)Exposição parcial de “Trilhas ao Luar” na pousada Lendas do Capão,Vale do Capão-Chapada Diamantina/BA .

2006 – Exposição da instalação “Trilhas ao Luar” no espaço Cultural do Circo do Capão,co-organizado com a Associação Cultural Safar-Miramas. A instalação ocupó um espaço de 130 m² desde o 20 de Janeiro ao 5 de Fevereiro. Participação no primeiro Circuito Cultural no Vale do Capão – Chapada Diamantina com exposiçao e oficinas no Circo do Capão.

2007- 09 ao 21 de Agosto-Exposição “Trilhas ao Luar” no foyer terreo da Casa do Comercio- Salvador/BA ocupando uma área de 150m² 

2008-Começa os trabalhos de criação de uma nova macro-instalação chamada “Mama Grande”(Grande Mãe)que da continuidade a “Trilhas…”, e na pintura de telas. 2008 – Participação no Evento “Espicha Verão-Praia 24 horas” organizado pela Bahiatursa e a Associaçao de Artístas Plasticos Modernos da Bahia(ARPLAMB)pintando telas ao vivo na beira da praia junto a mais de 60 artistas plásticos da Bahia (16 e 23 de Fevereiro,e 1º de Março).

2009 – Exposição de “Trilhas ao Luar” no Hotel Portal de Lençóis, Lençóis/BA (10 a 25 de Janeiro).

- Exposição de “Trilhas ao Luar” no Espaço Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) na cidade de Lençóis/BA (08 a 16 de Fevereiro). Exposição no Hotel Portal de Lençois(Lençois/BA/Brasil)


2010 – Remodelação e restauração da Bilú Galeria no Vale do Capão-Chapada Diamantina(Junho a Dezembro). 28 de Dezembro: Apertura da Bilú Galeria como Espaço-Museu, valorizando a arquitetura e historia construtiva do Vale do Capão. Dezembro-Participação na Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na galeria Ward-Nasse em New York(U.S.A)

Bio Vanina Franzoni

Bio Vanina Franzoni
















Vanina pintando Ama Vanina pintando Ama 2.

Nome : Vanina Franzoni García

Nascimento: 21 de outubro de 1960.

Local: Montevidéu-Uruguai

Artista plástica de formação AUTODIDATA.

1982 – Deve sair rumo ao exílio político em São Paulo por ser perseguida pela ditadura militar uruguaia. Sua filha e retida em contra de sua vontade pelo pai o que as separa por dois anos e meio.

Reside em São Paulo até o mês de agosto de 1984 quando retorna ao Uruguai.

1986 – A Comissão Nacional de Repatriação de Exilados Políticos a introduze como funcionária na Faculdade de Arquitetura – Universidade da República.

1993 – Fundação do Atelier “Nalú” junto a Mauro Aguirre Garcia, criando uma línea cerâmica de artesanato fino, produzindo e comercializando.

- Começa pesquisa sobre técnicas cerâmicas arcaicas em acervos arqueológicos e materiais etnográficos das culturas de língua Jê e Arawac em Uruguai, e estudos comparativos com a cerâmica de outras culturas arcaicas do mundo.

1996 – Se demite da Faculdade de Arquitetura. - Ingressa na Feira Artesanal de Punta del Este, em seleção por júri técnico, com a mayor pontuação.

1997 – Participação nos seminários anuais de metodologia pedagógica Lúdico-Criativa com o professor Raimundo Dinello em Montevidéu.

- Participação na Mostra de Teatro Jovem organizada pela prefeitura de Montevidéu,como co-produtora, co-escenografista e desenho de iluminação da obra “Maria:um beijo para construir um sonho”(1º premio) 

1999 – Cria junto a Natalia Gonzalez e Mauro Aguirre Garcia,o Atelier “Nalú-Bilú” como continuação do processo anterior

2000 – Atividade docente abrangendo a expressão plástica, a expressão corporal,o teatro ,a acrobacia, no Atelier “Nalú-Bilú”

2001 – Exposição junto a Mauricio Aguirre Garcia na “Casa de Chela”(Casa de Cultura Autogestionada) 

2002 – Migração desde Uruguai para a Chapada Diamantina/BA.

Dedica os próximos tres anos ao trabalho da terra e inserção no novo eco-entorno.

2005 – Reinicio das atividades do Atelier,agora “Bilú Atelier” na Chapada Diamantina,Bahia,Brasil.

Criação de uma linha de abajures artesanais(Abajur “Uaná”),produção e comercialização.

2006 – Exposição parcial de “Trilhas ao Luar” na pousada Lendas do Capão,Vale do Capão – Chapada Diamantina/BA (Dezembro/2005-Janeiro/2006)

- Exposição da instalação “Trilhas ao Luar” no espaço Cultural do Circo do Capão,co-organizado com a Associação Cultural Safar-Miramas de Artes do Circo.

A instalação ocupo um espaço de 130 m² ( 20 de janeiro ao 5 de fevereiro).

-Participação no primeiro Circuito Cultural no Vale do Capão-Chapada Diamantina com exposição e oficinas. (setembro/2006) 

2007- 09 ao 21 de Agosto-Exposição “Trilhas ao Luar” no foyer térreo da Casa do Comercio- Salvador/BA ocupando uma área de 150m² 

2008 – Começa os trabalhos de criação de uma nova macro-instalação chamada “Mama Grande”(Grande Mãe) que da continuidade a “Trilhas…”, e na pintura de telas. 

- Começa a tomar aulas de Dança Contact-Improvisation ,Dança Contemporânea e Dança Afro com o Prof. Tony Silva no Vale do Capão, retomando uma de suas grandes paixões.

- 16 e 23 de fevereiro,e 1º de Março-Participação no Evento “Espicha Verão-Praia 24 horas” organizado pela Bahiatursa e a Associação de Artistas Plásticos Modernos da Bahia(ARPLAMB)pintando telas ao vivo na beira da praia junto a mais de 60 artistas plásticos da Bahia.

2009 -Exposição de “Trilhas ao Luar” no Hotel Portal de Lençóis, Lençóis/BA (10 ao 25 de Janeiro/2009) 

- Exposição de “Trilhas ao Luar” no Espaço Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(IPHAN) na cidade de Lençóis/BA(08 ao 16 de Fevereiro/2009)

- Apresentação no Circuito Cultural no Circo do Capão com o grupo “Corpo-Identidade” de Contact-Improvisation.

2010 – Remodelação e restauração da Bilú Galeria no Vale do Capão-Chapada Diamantina (Junho-Dezembro/20010)

-Apresentação junto ao grupo “Corpo-Identidade” de Contact-Improvisation no Circuito Cultural no Circo do Capão.

- Apertura da Bilú Galeria como Espaço-Museu, valorizando a arquitetura e historia construtiva do Vale do Capão (28 de Dezembro/2010)

Bilú Atelier: historia de uma caminhada.

O ateliê Bilú começou sua existência na cidade de Montevidéu (Uruguai) no mês de Agosto de 1993 com o nome de “Cerâmicas Nalú”.

Teve as suas origens num processo de experiências com o barro junto aos artesãos Jorge “Coco” Velásquez e Andrés Perez Barrera durante alguns messes de 92´e 93´, onde aprendemos as técnicas de decoração negativa com fumaça.

Este processo ficou inconcluso com a decisão de Andrés Perez Barrera de fixar sua residência definitiva em Porto Alegre/RS. A partir deste momento, e depois de algumas tentativas malsucedidas de fazer com que Andrés mudasse de idéia, decidimos continuar nosso processo sozinhos. atelier no Vale do Capão Ateliê no Vale do Capão-Chapada Diamantina-BA/BR

Contamos com a ajuda do mestre Francisco Vidal, e com o apoio generoso de nossos pais para nos estruturar e nos instalamos na casa dos avôs de Vanina na rua Francisco Soca 1332.

Vínhamos desenvolvendo fazia algum tempo uma pesquisa de caráter antropológico a qual se intensifico com o aprendizado das técnicas de decoração negativa e a necessidade de aprofundamento no conhecimento das culturas que tinham trabalhado com essas técnicas e das quais se conservavam peças em acervos arqueológicos.

Desenvolvímos uma línea de máscaras e peças decorativas e utilitárias de fácil comercialização, e em simultâneo começamos a trabalhar em escultura.

Em 1995 tivemos a possibilidade de nos inscrever para a Feria Artesanal de Punta del Este na qual ingressaríamos por seleção de júri no ano seguinte. Peças em processo Peças em processo no ateliê.

Em 1997 com a intenção de preparar nossos programas de aulas e oficinas participamos de Seminários em Metodologia Pedagógica Lúdico-Criativa, junto a nossa filha Natalia Gonzalez.

Em 1999 começamos uma nova face do ateliê , agora “Nalú-Bilú” , desenvolvendo um programa de aulas para crianças em forma abrangente incluindo varias disciplinas corporais, teatro, etc.

A partir de 1995 tinham começado a perceber-se os efeitos das mudanças climáticas globais na região do Rio de la Plata , em forma cada vez mais radical , o que nos levou a procura por um canto de natureza para preservar e construir um refugio. Vanina talhando o Eclipse.

No começo de 1999 falece a mãe de Vanina abalando enormemente a família. Pouco tempo depois decidimos viajar a Bahia com a finalidade de nos recuperar e visitar os amigos. Depois de dois messes chegamos na Chapada Diamantina para achar o Vale do Capão. Fomos acolhidos na Bahia em forma tão carinhosa que voltamos um ano depois para morar em este cantinho de natureza maravilhosa.

Dedicamos quase três anos a conhecer o novo ambiente, nosso pomar , e as áreas do terreno que precisavam de reflorestamento e manejo de bosque, e realizar os trabalhos de recuperação da casa antiga, do pomar e mata ciliar. Paisagem do Capão desde a janela do ateliê.

Tempo depois começamos a sentir a necessidade de retomar os trabalhos criativos com o barro e montamos nosso atelier num cômodo da casa que funcionava até esse momento como deposito. Como não contávamos com forno decidimos começar a desenvolver uma línea de abajures artesanais até conseguir um forno para queimar nossas peças de barro. Algum tempo depois conseguimos fazer nossas primeiras queimas no forno a lenha de nossa amiga Mara Capoulina.

No mês de abril de 2006 nasce na sala da casa nossa neta Ilaíra, um dos maiores presentes que a gente já recebeu. Pouco tempo depois nossa filha entraria em uma grave depressão post-parto que se alastraria pelo resto do ano. Isto motivo um novo impasse em nossa atividade criativa no atelier. Nosso forno no ateliê do Capão.

No ano de 2007 Mara decide abandonar o Capão e a gente tem que fazer algumas queimadas de nossas peças em um forno da comunidade na vila de Caeté-Açú. Viajamos para Salvador para organizar a exposição de “Trilhas ao Luar” no foyer térreo do edifício Casa de Comercio (SESC/SENAC) No final deste ano conseguimos construir finalmente nosso forno elétrico que funciona até o dia de hoje em nosso ateliê. Acabamos o ano de 2007 produzindo uma serie de peças de brindes empresariais em nosso próprio forno.

O ano de 2008 foi um ano de correria tentando desenvolver o processo de comercialização fora do Capão, começar a levar ao papel as primeiras instalações e peças de “Mama Grande” e organizando as duas exposições de Lençóis para 2009. Assim foi que em 2009 se realizaram a exposição no Hotel Portal de Lençóis e a exposição no IPHAM-Lençois. Neste mesmo ano abrimos o que foi a micro-galeria Bilú, ocupando uma área de 20m² de nossa casa e onde recebemos visitantes do Brasil e do mundo.

No ano de 2010 foi um ano tumultuado que nos deixo grandes perdidas e um grande presente que foi a restauração de nossa antiga casa dos Brancos no Vale do Capão e a remodelação da Galeria Bilú, ampliada a quase 40m², que teria sua apertura o dia 28 de Dezembro.

Trilhas ao Luar

A exposição “Trilhas ao Luar” parte de um entendimento da arte contemporânea como meio de prospecção de valores pretéritos e como sedimentação de símbolos e arquétipos que acompanham a evolução da cultura brasileira.

Este trabalho visa a uma reflexão sobre a memória ancestral e resulta de longa pesquisa sobre técnicas antigas \arcaicas de trabalho do barro confrontadas com linguagens e práticas tridimensionais contemporâneas. O reconhecimento da poética, do universo mítico e dos valores filosóficos que criaram as velhas técnicas nos levou à retomada de métodos de trabalho de barro esquecidos ou praticamente desaparecidos dos ateliês e olarias dos mestres ceramistas. Nesse processo, além dos aspectos técnicos, também são recuperados elementos gráficos presentes nos objetos de cerâmica no contexto de uma poética atual que busca a transcendência da obra artística enquanto matéria. A idéia principal é oferecer uma experiência contemporânea de lugar, onde se vivenciam questionamentos locais e universais.

A linguagem da instalação se apóia nas idéias de percurso, como síntese espaço-temporal da percepção, e de processo, em vez de um evento instantâneo. A montagem não é pensada como uma simples mostra de objetos mas sim como algo cênico, dominado por peças que resultam da simbiose de terra e fogo, num contexto de sons, luz, cheiros, texturas e cores, que nos empurra a questionar o palco cotidiano no qual nos movemos.

Espera-se provocar no visitante um estranhamento a partir do qual se ativa a memória oculta pela que se revelarão saberes adormecidos. Entende-se que a dimensão do intangível só pode ser perscrutada com uma vagarosa e profunda reflexão entre as informações externas que recebemos pelos nossos sentidos e os dados aportados pela nossa consciência interior. Esta exposição explora a sutileza de idéias que revelam-se aos poucos pela meditação enquanto se percorre a instalação.

Arte Ritual no Vale do Capão

A concepção orgânica da instalação proposta, tanto da montagem como das formas e materiais escolhidos, basicamente decorre do contexto cotidiano dos artistas no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina. O fio condutor do trabalho resgata as essências da vivencia humana em suas manifestações rituais cotidianas (nascimento, alegria, nostalgia, dor, morte, festa) como meio de transcendência e comunicação\comunhão com dimensões metafísicas. O mundo dos mortos, pelo culto aos ancestrais, e o mundo dos sonhos, como percurso ao passado e projeção de futuro, são fontes de imagens, inspiração e premonição para a criação artística. A retomada do ato criador enquanto ritual constitui uma atitude de entrega e afeto da qual resultam objetos novos e originais porem com remniscencias ancestrasis, entendendo o passado como matéria contemporânea e não como algo congelado no tempo.

As grandes questões que se colocam são: qual é o valor que damos à memória? Como construímos nossos valores esenciais? Qual o legado que estamos a construir? Num mundo cada vez mais pautado pelo imediatismo e a efemeridade das coisas, e sistematicamente condicionado por objetivos pragmáticos e mercadológicos, constata-se uma demanda silenciosa de revalorização de nossa ancestralidadecomo reencontro com a Mãe Terra e preservação de nosso patrimonio ambiental do qual nossa cultura faz parte.

A Cerâmica Bilú

A Cerâmica de Bilú Atelier

A origem da arte cerâmica se remonta às culturas arcaicas (líticas) onde no começo carecia de cocção e desconhecia a roda (o torno de alfareiro). Não precisavam.

As culturas migratórias as usavam em seus acampamentos estacionais e no final da temporada as guardavam no local até seu retorno na temporada seguinte.

Sua produção e uso tinha caráter ritual – e Totémico – e seus conceitos de utilidade e estética eram um só: o sagrado, como mãe que nutre e protege. Na maioria dessas culturas sua elaboração era quase monopolizada pelas mulheres da tribu.

Posteriormente, com o desenvolvimento da agricultura intensiva, as artes do fogo e as do barro se encontram, aumentando assim a complexidade e diversidade de sua produção e usos.

Consequência deste encontro do fogo com a terra se revelam nas técnicas de empretecimento da superfície mediante carvão ou fumaçado (também chamado de esfumaramento), e junto a estas, a técnica chamada de decoração negativa. 

São estas técnicas o alicerse com o qual trabalhamos nossas peças e são a origem de toda nossa pesquiza. Como derivação da própria pesquiza começamos a experimentar outras técnicas como o uso de esmaltes cerâmicos, as quais somadas as derivadas da fumaça acabaram dando uma identidade marcante a nosso trabalho.

Estas outras técnicas percorrem dois caminhos: O caminho das texturas e o caminho do Rakú (libertação). 

1) O caminho das texturas tenta produzir modificações nas superfícies dos esmaltes. Através do efeito “Clapas” o esmalte se acumula em algumas áreas e se separa em outras descubrindo a superfície da cerâmica; através do efeito “pele de laranja”o esmalte produz ondulações e porosidade na superfície.

2) A técnica do Rakú surge no Japão estreitamente ligada a ceremónia do chá, com origens na filosofia budista, é a técnica preferida pelos mestres ceramistas que elaboram as xícaras para esta cerimonia. O ideograma rakú significa prazer, satisfacção, alegria ou libertação.

Através dela se obtem efeitos de envelhecimento e lustres metálicos por meio de uma série de operações violentas. A técnica trabalha com três elementos esenciais a vida humana, a terra, o fogo e a água, e por sobmeter as peças a fortes shocks térmicos estas desenvolvem acabamentos não previstos.

Trabalhamos assim a técnica do rakú aplicando óxidos metálicos sobre os esmaltes para producir diferentes reacções nas superfícies, e também uma variante do rakú chamado de efeito craquelé producindo desenhos únicos.

Assim foi desemvolvido até hoje o processo de pesquiza nas técnicas cerâmicas no Bilú Atelier e este processo tem producido uma cerâmica original, no sentido que o Arquiteto Antonio Gaudí dava a esta palavra: ”Ser original é voltar as origens”.

Desenhos em Nanking (Mauro)

Ofertas da Bilú: Estes desenhos em Nanking estão à venda na Bilú. Os preços que aparecerão aqui são com pagamento de frete em destino(fob).

"Alucinações de um monge vasco"
medidas 20 cm x 20 cm.
Nanking sobre papel.
R$ 650fob



"A batalha dos onanistas"
medidas: 20 cm x 25 cm.
Nanking sobre papel.
R$ 800


"Din Planet"
medidas: 35 cm x 28 cm.
Nanking sobre papel.
R$1200(fob)




sábado, 29 de março de 2014

Máscaras (multiplos)

Línea de máscaras em diferentes cores e texturas. Decoração esfumaçada, rakú, texuradas, etc. Cores diversas. 
Aceitamos encomendas para brindes empresariais.

Lua crescente R$ 55(fob)
Lua sinuosa e sorridente .
Em três versões e diversas cores: a) Decoração Negativa e detalhes em Rakú Craquelé, b) Rakú Craquelado, c) Decoração Negativa.

Medidas :8,5 cm x 22 cm x 6 cm
Peso aproximado 230 grs

Lua Cheia R$ 68(fob)
Lua Gorducha sorridente.
Em três versões e diversas cores : a)Decoração Negativa e detalhes em Rakú Craquelado, b) Rakú Craquelado , e c)Decoração Negativa.

Medidas: 12 cm x 21 x 6 
peso aproximado: 400 gr.


                     




Show de Enarmonia na Bilú

Acontecéu na Bilú Atelier/ Galeria no passado 10 de Janeiro.