O ateliê Bilú começou sua existência na cidade de Montevidéu (Uruguai) no mês de Agosto de 1993 com o nome de “Cerâmicas Nalú”.
Teve as suas origens num processo de experiências com o barro junto aos artesãos Jorge “Coco” Velásquez e Andrés Perez Barrera durante alguns messes de 92´e 93´, onde aprendemos as técnicas de decoração negativa com fumaça.
Este processo ficou inconcluso com a decisão de Andrés Perez Barrera de fixar sua residência definitiva em Porto Alegre/RS.
A partir deste momento, e depois de algumas tentativas malsucedidas de fazer com que Andrés mudasse de idéia, decidimos continuar nosso processo sozinhos.
atelier no Vale do Capão
Ateliê no Vale do Capão-Chapada Diamantina-BA/BR
Vínhamos desenvolvendo fazia algum tempo uma pesquisa de caráter antropológico a qual se intensifico com o aprendizado das técnicas de decoração negativa e a necessidade de aprofundamento no conhecimento das culturas que tinham trabalhado com essas técnicas e das quais se conservavam peças em acervos arqueológicos.
Desenvolvímos uma línea de máscaras e peças decorativas e utilitárias de fácil comercialização, e em simultâneo começamos a trabalhar em escultura.
Em 1995 tivemos a possibilidade de nos inscrever para a Feria Artesanal de Punta del Este na qual ingressaríamos por seleção de júri no ano seguinte. Peças em processo Peças em processo no ateliê.
Em 1997 com a intenção de preparar nossos programas de aulas e oficinas participamos de Seminários em Metodologia Pedagógica Lúdico-Criativa, junto a nossa filha Natalia Gonzalez.
Em 1999 começamos uma nova face do ateliê , agora “Nalú-Bilú” , desenvolvendo um programa de aulas para crianças em forma abrangente incluindo varias disciplinas corporais, teatro, etc.
A partir de 1995 tinham começado a perceber-se os efeitos das mudanças climáticas globais na região do Rio de la Plata , em forma cada vez mais radical , o que nos levou a procura por um canto de natureza para preservar e construir um refugio. Vanina talhando o Eclipse.
No começo de 1999 falece a mãe de Vanina abalando enormemente a família. Pouco tempo depois decidimos viajar a Bahia com a finalidade de nos recuperar e visitar os amigos. Depois de dois messes chegamos na Chapada Diamantina para achar o Vale do Capão. Fomos acolhidos na Bahia em forma tão carinhosa que voltamos um ano depois para morar em este cantinho de natureza maravilhosa.
Dedicamos quase três anos a conhecer o novo ambiente, nosso pomar , e as áreas do terreno que precisavam de reflorestamento e manejo de bosque, e realizar os trabalhos de recuperação da casa antiga, do pomar e mata ciliar. Paisagem do Capão desde a janela do ateliê.
Tempo depois começamos a sentir a necessidade de retomar os trabalhos criativos com o barro e montamos nosso atelier num cômodo da casa que funcionava até esse momento como deposito. Como não contávamos com forno decidimos começar a desenvolver uma línea de abajures artesanais até conseguir um forno para queimar nossas peças de barro. Algum tempo depois conseguimos fazer nossas primeiras queimas no forno a lenha de nossa amiga Mara Capoulina.
No mês de abril de 2006 nasce na sala da casa nossa neta Ilaíra, um dos maiores presentes que a gente já recebeu. Pouco tempo depois nossa filha entraria em uma grave depressão post-parto que se alastraria pelo resto do ano. Isto motivo um novo impasse em nossa atividade criativa no atelier. Nosso forno no ateliê do Capão.
No ano de 2007 Mara decide abandonar o Capão e a gente tem que fazer algumas queimadas de nossas peças em um forno da comunidade na vila de Caeté-Açú. Viajamos para Salvador para organizar a exposição de “Trilhas ao Luar” no foyer térreo do edifício Casa de Comercio (SESC/SENAC) No final deste ano conseguimos construir finalmente nosso forno elétrico que funciona até o dia de hoje em nosso ateliê. Acabamos o ano de 2007 produzindo uma serie de peças de brindes empresariais em nosso próprio forno.
O ano de 2008 foi um ano de correria tentando desenvolver o processo de comercialização fora do Capão, começar a levar ao papel as primeiras instalações e peças de “Mama Grande” e organizando as duas exposições de Lençóis para 2009. Assim foi que em 2009 se realizaram a exposição no Hotel Portal de Lençóis e a exposição no IPHAM-Lençois. Neste mesmo ano abrimos o que foi a micro-galeria Bilú, ocupando uma área de 20m² de nossa casa e onde recebemos visitantes do Brasil e do mundo.
No ano de 2010 foi um ano tumultuado que nos deixo grandes perdidas e um grande presente que foi a restauração de nossa antiga casa dos Brancos no Vale do Capão e a remodelação da Galeria Bilú, ampliada a quase 40m², que teria sua apertura o dia 28 de Dezembro.





ahora puedo estar mas cerca los queremos nos vemos...pronto besos para todos
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